FECHARAM AS CORTINAS, MAS O PALCO SE ESTENDE AO CÉU...
Após o abalo da fatídica noticia fúnebre da partida do célebre Augusto Boal, meus pensamentos e insights artísticos me cobraram feito brasa ao vento para meu manifesto perante tamanha voracidade pela arte. A figura do escritor genial, do educador essencial e do militante cultural se apresenta em seu ultimo ato, mas seu legado, seus seguidores e suas pegadas de pesquisa nessa terra, triunfarão sob as mentes, que como ele, se preocupam com as mobilizações que a arte provoca. Eu, em minhas tantas pesquisas artísticas, em minhas atuações a frente da TRUPE ORTAÉTICA DE TEATRO PERFORMÁTICO, me deparei diante da escrita poética desse escritor necessário para os que de fato contemplam o teatro como um jogo, como uma percepção social, li nas entrelinhas de seus livros a paixão pelo espetáculo que é viver. Pessoas como o velho “Boal” não merecem um minuto de silêncio, merecem uma vida inteira de barulho, pois sua arte não se cala jamais, sua vontade em sacudir cérebros alheios não dormirá nunca e sobretudo o barulho harmonioso que sua trajetória artística nos deixou ecoará pelos quatro cantos do mundo, principalmente no mundo que há em cada um de nós. Emergir para a eternidade é conseqüência desse mito brasileiro. Seu teatro do oprimido coagiu opressores, vislumbrou utopias cada vez mais possíveis e foi mais que um comprimido de combate a inércia. Que os Deuses teatrais lhe cortejam por novos caminhos e que me inspire sempre para escrever páginas novas desse teatro peculiarmente humano, como mais um entre tantos de seus seguidores. Professor Tiago Ortaet tiagoortaet@yahoo.com.br 02/05/2009
Escrito por Tiago Ortaet às 23h55
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